Cirrose também aumenta o risco de câncer de fígado
Pessoas com cirrose apresentam maior risco de desenvolver carcinoma hepatocelular (CHC), o tipo mais comum de câncer primário do fígado.
Por isso, o acompanhamento inclui rastreamento periódico, mesmo quando não existem sintomas ou sinais de piora da doença hepática.
“O objetivo é identificar o carcinoma hepatocelular em uma fase mais precoce, antes do aparecimento de sintomas e, sempre que possível, quando ainda existem possibilidades de tratamento com intenção curativa.”
De forma geral, o rastreamento do carcinoma hepatocelular em pessoas com cirrose é realizado a cada seis meses.
Esse acompanhamento deve continuar mesmo quando a causa da doença hepática foi tratada, sempre que o risco de CHC permanecer relevante.
Quando o transplante hepático entra nessa conversa?
“Ter cirrose não significa automaticamente precisar de transplante.”
Muitas pessoas com cirrose compensada permanecem estáveis durante anos com tratamento da causa e acompanhamento adequado.
A avaliação para transplante passa a ser considerada quando o fígado já não consegue manter adequadamente suas funções ou quando surgem complicações relevantes.
Entre os cenários que podem levar a essa avaliação estão episódios de descompensação, deterioração da função hepática e determinados casos de carcinoma hepatocelular.
“Avaliar para transplante não significa que o transplante será realizado imediatamente. Significa avaliar se ele pode fazer parte do plano de cuidado e qual é o momento adequado para considerá-lo.”