O tratamento depende da causa e da fase da doença
Não existe um único tratamento para “hepatite”.
Na hepatite C, o tratamento antiviral tem como objetivo eliminar o vírus.
Na hepatite B, a indicação de tratamento depende de fatores como atividade viral, alterações hepáticas, presença de fibrose ou cirrose e características individuais do paciente.
Na hepatite autoimune, o tratamento busca controlar a atividade do sistema imunológico e interromper a inflamação hepática.
Nas doenças que acometem predominantemente as vias biliares, como a colangite biliar primária e a colangite esclerosante primária, a estratégia de cuidado é diferente e depende das características de cada doença.
Além de tratar a causa quando possível, também é importante avaliar quanto o fígado já foi afetado.
Isso influencia o tratamento, a frequência do acompanhamento e a necessidade de rastrear complicações.
“O nome da doença é apenas uma parte da avaliação.
Também precisamos compreender sua atividade e o impacto que ela já teve sobre o fígado.”
Por que o acompanhamento continua sendo importante?
Algumas dessas doenças podem permanecer silenciosas mesmo quando existe atividade no fígado.
O acompanhamento permite observar a resposta ao tratamento, identificar mudanças nos exames e avaliar se houve progressão ou controle da doença.
Dependendo do diagnóstico e do estágio, podem ser acompanhados:
- exames laboratoriais;
- atividade ou quantidade do vírus, quando aplicável;
- resposta ao tratamento;
- sinais de fibrose ou cirrose;
- efeitos e segurança das medicações;
- complicações relacionadas à doença hepática.
A frequência e os exames necessários não são iguais para todos.
“O acompanhamento deve responder a duas perguntas:
a doença está controlada e o fígado permanece protegido ao longo do tempo?”