Dra. Fabiana OlivettiHepatologia

Doenças hepáticas crônicas

Diferentes doenças podem afetar o fígado ao longo do tempo

Doença hepática crônica não é sinônimo de cirrose.

Diversas condições podem provocar alterações persistentes no fígado e evoluir de maneiras muito diferentes. Identificar a causa, avaliar se existe fibrose e compreender a repercussão da doença permite definir o tratamento e o acompanhamento mais adequados para cada situação.

Entender a causa · Avaliar o fígado · Acompanhar a evolução

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O que significa ter uma doença hepática crônica?

Chamamos de doença hepática crônica as condições que afetam o fígado de forma persistente ou prolongada.

Algumas podem permanecer estáveis durante muitos anos. Outras podem provocar inflamação, alterações das vias biliares, acúmulo de determinadas substâncias ou lesões progressivas do tecido hepático.

Ao longo do tempo, algumas dessas doenças podem levar ao desenvolvimento de fibrose e, em fases mais avançadas, cirrose.

Existem diferentes causas de doença hepática crônica

Diversas condições podem afetar o fígado de forma persistente.

Hepatites virais

As hepatites B e C podem evoluir de forma crônica e, ao longo do tempo, causar inflamação, fibrose e cirrose. O diagnóstico, tratamento e acompanhamento dessas infecções são abordados em uma área específica do site.

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Doenças imunomediadas e colestáticas

Algumas doenças estão relacionadas a alterações do sistema imunológico ou afetam predominantemente os ductos biliares. Entre elas estão a hepatite autoimune, a colangite biliar primária (CBP) e a colangite esclerosante primária (CEP).

A hepatite autoimune é abordada em uma área específica do site.

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Ilustração anatômica do fígado

Doença hepática relacionada ao álcool

O consumo de álcool pode causar diferentes graus de lesão hepática, desde alterações iniciais até inflamação, fibrose e cirrose.

O risco não depende apenas da quantidade consumida. Tempo de exposição, padrão de consumo, características individuais e presença de outros fatores de risco também influenciam a evolução.

Doenças metabólicas e hereditárias

Algumas alterações genéticas ou do metabolismo podem provocar acúmulo de substâncias ou outros tipos de lesão no fígado.

Entre as condições investigadas estão hemocromatose, doença de Wilson e deficiência de alfa-1-antitripsina. A investigação depende do contexto clínico e pode envolver exames laboratoriais específicos, testes genéticos e exames de imagem.

Doenças vasculares do fígado

Alterações da circulação sanguínea do fígado também podem provocar doença hepática. Tromboses, alterações das veias hepáticas ou da veia porta e outras doenças vasculares podem apresentar manifestações e consequências diferentes das hepatopatias mais comuns.

A investigação e o acompanhamento dependem do tipo de alteração vascular e de suas repercussões sobre o fígado e a circulação portal.

Médica analisando exames de imagem do fígado

Como investigamos uma doença hepática crônica?

Nem todas essas doenças são investigadas da mesma maneira.

A avaliação começa pela história clínica, incluindo doenças prévias, medicamentos e suplementos, consumo de álcool, histórico familiar e alterações já identificadas em exames.

Os exames laboratoriais ajudam a reconhecer diferentes padrões de alteração e podem direcionar a investigação para causas específicas.

Dependendo da situação, também podem ser necessários exames de imagem, elastografia, testes genéticos ou outros exames direcionados.

A investigação não consiste em solicitar todos os exames possíveis, mas em selecionar aqueles que fazem sentido para cada contexto clínico.

Da causa ao plano de acompanhamento

Depois de identificar a causa da doença hepática, é importante compreender quanto ela já repercutiu sobre o fígado.

  1. ⌕

    Identificar a causa

    Definir a doença ou condição responsável pelas alterações no fígado.

  2. Avaliar a fibrose

    Verificar o estágio da doença por exames laboratoriais, de imagem ou outros métodos.

  3. ⌁

    Verificar repercussões

    Avaliar se já existem sinais de hipertensão portal ou outras complicações.

  4. ✓

    Definir o acompanhamento

    Planejar o tratamento e a frequência das consultas e dos exames.

Pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar estágios muito diferentes da doença.

O tratamento depende da causa

Não existe um único tratamento para as doenças hepáticas crônicas.

Em algumas situações, existem medicamentos direcionados à própria doença. Em outras, o tratamento envolve retirar ou controlar o fator responsável pela lesão hepática, tratar condições associadas e reduzir o risco de progressão.

O acompanhamento também permite avaliar a resposta ao tratamento e reconhecer mudanças na evolução da doença.

O acompanhamento muda conforme o estágio da doença

Uma pessoa com doença hepática crônica sem fibrose significativa não necessita necessariamente do mesmo acompanhamento de alguém com fibrose avançada ou cirrose.

A frequência das consultas e dos exames depende da causa da doença, de sua atividade, do grau de fibrose, da resposta ao tratamento e da presença de complicações.

Quando existe cirrose ou hipertensão portal, outras estratégias de acompanhamento e prevenção passam a ser necessárias.

Conhecer mais sobre cirrose e hipertensão portal →

Quando procurar avaliação especializada?

A avaliação hepatológica pode ser indicada em diferentes situações, como:

  1. Alterações persistentes nos exames do fígado sem causa esclarecida
  2. Diagnóstico ou suspeita de doença hepática crônica
  3. Alterações persistentes de fosfatase alcalina ou GGT
  4. Ferritina ou saturação de transferrina elevadas em contexto que exija investigação
  5. Histórico familiar de doença hepática hereditária
  6. Alterações das vias biliares ou da circulação do fígado identificadas em exames de imagem
  7. Necessidade de avaliar fibrose ou compreender o estágio de uma doença já diagnosticada

Dúvidas frequentes sobre doenças hepáticas crônicas

Consultório preparado para receber o paciente

Compreender a causa e o estágio da doença orienta os próximos passos.

A avaliação hepatológica permite organizar a investigação, definir o acompanhamento e identificar quando existe necessidade de tratamento específico.

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